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Bicho geográfico: zoonose é provocada por importante verme intestinal que acomete os pets

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Foto e texto: Assessoria

O Ancylostoma caninum é um parasita que pode ser encontrado no intestino dos cães, incluindo os domiciliados, assumindo papel importante na infestação de diferentes ambientes, por meio da eliminação dos ovos deste verme nas fezes.

O Brasil é um país de dimensões continentais com clima tropical e subtropical onde o verão se caracteriza por temperaturas elevadas acompanhadas de alta umidade, fator que favorece o desenvolvimento das larvas do Ancylostoma dentro dos ovos que, ao eclodir, ficam no solo, areia e demais locais onde os pets possam ter defecado.

Nos seres humanos ele causa a Larva Migrans Cutânea (LMC), cujo nome popular é bicho geográfico. “As pessoas contraem essa enfermidade por meio da infecção desta larva, que pode estar presente em diferentes ambientes como parques, praças, praia, quadras de vôlei e futevôlei, além de locais de recreação com as mesmas características”, explica o médico-veterinário Jaime Dias, gerente técnico e de marketing de animais de companhia da Vetoquinol Saúde Animal.

A infecção ocorre pelo contato da pele com o solo contaminado pelas fezes de cães infectados por este importante parasita intestinal. O bicho geográfico acomete tanto adultos como as crianças e a larva penetra ativamente pela pele, migrando pelo subcutâneo e, ao fazer este caminho por debaixo da pele, vão deixando rastros formando “mapas”, o que os tornou popularmente conhecidos por bicho geográfico.

É comum que as pessoas infectadas pela larva apresentem irritação e muita coceira no local da lesão, que piora durante a noite, resultando em inchaço, presença de linhas tortuosas e vermelhas, além de sensação de movimento debaixo da pele. Dias pontua que “a infecção se dá, em grande parte das vezes, nos membros inferiores, principalmente nos pés – locais de maior contato com o solo infectado”.

Algumas medidas são importantes no controle desta enfermidade, como manter os ambientes limpos e recolher as fezes principalmente durante os passeios, que se intensificam no verão. “Mantenham os cães sempre vermifugados, promovendo saúde e contribuindo para a redução desta zoonose. E é importante lembrar que o tratamento deve ser sempre com o acompanhamento de um médico-veterinário para avaliação e orientação sobre o esquema de vermifugação mais adequado para o pet”, finaliza Jaime Dias.

Fonte: Assessoria

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