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Microchipagem no combate à perda e ao abandono

Microchips são pequenos dispositivos, geralmente do tamanho de um grão de arroz, que contêm um número de identificação exclusivo

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Foto: Francieli Baumgarten/O Presente Pet

As pessoas sofrem quando, por algum motivo, o animal de estimação foge de casa ou se perde nas ruas. Nesses casos, e em casos de abandono, quem também sofre são os animais. Mas a tecnologia tem ajudado e amenizar esse sofrimento ao mesmo tempo em que combate o crime de abandono de animais, como cães e gatos. Os microchips para pets passaram a representar uma ferramenta importante na garantia da segurança e identificação dos bichinhos.

Os microchips são pequenos dispositivos, geralmente do tamanho de um grão de arroz, que contêm um número de identificação exclusivo. “A microchipagem consiste em aplicar sob a pele, mais especificamente entre as escápulas do animal, um dispositivo minúsculo, como se fosse uma injeção ou vacina” detalha Débora Bini Fröhlich, médica veterinária da ONG Arca de Noé, de Marechal Cândido Rondon, PR.

O microchip. Foto: Francieli Baumgarten/O Presente Pet

Uma vez implantado, o microchip permanece no animal por toda a vida, fornecendo uma forma permanente de identificação. A coordenadora de projetos da ONG, Rosemari Lamberti, conta como o procedimento acontece. “Quando um animal é castrado na clínica da Arca de Noé, exclusivamente, ele já passa pela microchipagem. É um processo obrigatório, pois temos um projeto de controle populacional canino homologado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV)”, destaca. “Em seguida, é feito um cadastro no site da Abrachip Brasil, com todos os dados do animal e, se houver tutor, os dados dele também”, complementa.

Este número está associado aos detalhes do animal e do proprietário em um banco de dados acessível por autoridades veterinárias e de controle animal. “É um serviço de extrema importância, pois com ele coletamos todos os dados não só do animal, mas também do tutor”, reforça Débora. “Geralmente quando é recolhido algum animal na rua e trazido até nós, ou levado em alguma outra clínica, é feita a leitura do microchip, através de um pequeno aparelho que imediatamente fornece o número do registro. Com esse número, acessamos todas as informações no site, inclusive quando o animal foi castrado, quando foi microchipado. É realmente bem interessante”, salienta a médica veterinária.

Quando um animal é encontrado, os microchips facilitam a reunificação rápida com seus proprietários. Os abrigos de animais, clínicas veterinárias e agências de controle animal podem escanear o microchip e acessar as informações de contato do proprietário, agilizando o processo de retorno do animal ao lar. “Isso tem sido muito bom, pois conseguimos localizar donos de animais perdidos”, comenta Lamberti. “Penso que deveria ser feito em todas as clínicas, pois é muito interessante. Ele inibe o abandono. Em casos de adoção, o tutor já fica com receio de abandonar o animal caso se arrependa de tê-lo adotado” acrescenta. Ela também informa que, no caso da ONG Arca de Noé, “os animais adotados já vão para o novo lar microchipados”.

A médica veterinária Débora Fröhlich realizando o cadastro do microchip recém aplicado. Foto: Francieli Baumgarten/O Presente Pet

O procedimento já acontece na ONG há, aproximadamente, quatro anos, conforme conta Débora Fröhlich. Ela ressalta ainda que “é muito comum o microchip ser confundido com GPS, mas é válido informar que ele não localiza, apenas funciona como forma de controle”, lembra.

Sobre o abandono de cães e gatos, Débora afirma que ocorre com frequência.  “Infelizmente é comum encontrarmos animais nas ruas e identificarmos com registro de tutores que adotaram recentemente”, enfatiza. No caso de punições, Fröhlich diz que “não há muito o que se fazer. Quando localizamos animais e entramos em contato com seus tutores, conforme consta no registro, eles comumente falam que o animal fugiu, então, nesse caso, ficamos de mãos atadas”, expressa.

O que diz a lei

A Lei Federal 9.605/98 deixa explícito que o ato de abandono é caracterizado por maus-tratos e configurado como crime. A Lei nº 14.064, de 29 de setembro de 2020, aumentou para até cinco anos a pena de detenção que, anteriormente, era de até um ano, além de multa e proibição da guarda.

Foto: Lensgo.ai

Fonte: O Presente Pet
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